O que é bolsa rota e como identificar?

Você conhece ou já ouviu falar sobre o termo “bolsa rota”? Se ficou com dúvidas sobre o assunto, leia até o final e entenda o que significa.

É muito comum ouvirmos de algumas mães que seus partos foram tranquilos e que não sentiram dores. Outras, já relatam que seus partos foram difíceis, com muito sofrimento. E é comum ouvirmos também a frase “minha bolsa estourou no caminho da maternidade… “ou “fui pra cesárea e não estourou minha bolsa”. E é sobre a “bolsa rompida” ou “bolsa rota” que iremos explicar algumas coisas.

O que é Bolsa Amniótica?

Primeiramente, vamos explicar o que é a bolsa amniótica. Dentro do útero, durante a gravidez, é formado um saco gestacional onde se forma e desenvolve o bebê e abriga a placenta, que é responsável pela troca gasosa e nutrição do feto.

Dentro dessa bolsa, se forma um líquido que é responsável por proteger o bebê de impactos e problemas com infecção, chamado de líquido amniótico. Quando essa bolsa se rompe, liberando o seu líquido amniótico, é chamada de bolsa rota.

E como identificar a bolsa rota?

Bolsa rota: o que é, quais as causas, riscos e como prevenir?

A bolsa rota é responsável por aproximadamente 40% dos nascimentos prematuros, e aproximadamente 18% das mortes de bebês antes de completar um mês de vida. Isso porque, quando há a perda de líquido, o bebê fica exposto a infecções uterinas, que se não tratadas acarretam a sepse neonatal que pode levar o bebê a óbito.

É fácil identificar quando há bolsa rota, pois ao se romper, o líquido amniótico escorre, geralmente em abundância, sendo perceptível sua ruptura. Há casos em que ela se rompe parcialmente, causando perda de líquido progressivo. Ao sentir perda de líquido, a gestante precisa ir para o hospital, pois poderá estar entrando em trabalho de parto.

Quando acontece a bolsa rota com mais de 34 semanas a gestante precisa ir ao hospital, mas não há riscos, pois o bebê já está formado e poderá ser iniciado ou induzido o parto, ou realizado uma cesárea. Se a gestante estiver com menos de 34 semanas, a mesma deverá ficar internada para observação, pois com a perda de líquido há o risco de infecção. As bactérias presentes na vagina sobem para o colo do útero, entrando no útero e chegando até o bebê. 

É importante avaliar a vitalidade do feto através de exames de sangue e imagem, além do exame de cardiotocografia para avaliar possíveis contrações e sofrimento fetal. Se tudo estiver bem, há a possibilidade de hidratação constante, repouso e medicação a fim de segurar esse bebê dentro do útero e repor esse líquido perdido.

Também é importante ressaltar que o bebê não deve passar mais de 24 horas sem líquido dentro do útero, sendo necessária intervenção cirúrgica caso a indução ao parto não tenha dado resultado.

Para evitar que a bolsa se rompa antes do tempo, é necessário que seja realizado o acompanhamento pré-natal desde o início da gravidez, a fim de evitar infecções, pois muitas vezes são as infecções da mãe as responsáveis pela bolsa rota.

A abertura do útero antes da hora também é motivo para bolsa rota, além de traumas, quedas, pega de peso em excesso e esforços a mais. Por isso é importante o repouso, tranquilidade  e acompanhamento pré-natal adequado até o final da gravidez.

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