Circular de cordão é perigoso?

O circular de cordão é um fenômeno bastante comum. O cordão umbilical enrolado no pescoço, que também é chamado de circular de cordão, é causado pela movimentação do feto dentro do útero durante a sua gestação, fazendo com que o cordão umbilical se enrole no corpo do bebê.

O cordão umbilical é de extrema importância durante a gestação. Com cerca de 50 a 70 centímetros de comprimento, ele é o canal responsável pelo recebimento de todos os nutrientes e trocas gasosas diretamente da placenta para o feto, necessários para o desenvolvimento do bebê e vida intrauterina.

O cordão umbilical é formado por três vasos, sendo duas artérias e uma veia, envoltos por uma fina camada de pele, chamada de âmnio.

Existem muitas histórias envolvendo o circular de cordão, geralmente assustando a todos com a situação, mas não há com o que se preocupar. E vamos te explicar o porquê.

Circular de cordão é perigoso?

Em alguns casos, conforme o comprimento do cordão, pode acontecer do cordão dar até duas voltas no pescoço do bebê, deixando os pais preocupados com a vida da criança, mas não há necessidade de desespero. Isso porque enquanto o bebê está se desenvolvendo dentro do útero, toda a respiração é realizada pelo cordão, não havendo respiração pelo pulmão e passagem de ar pela traqueia. A criança só passará a respirar pelo nariz após o nascimento, já estando fora do útero, depois que o cordão foi cortado.

O circular de cordão pode ser facilmente identificado através de exames de imagem como a ultrassonografia. Também são avaliados os batimentos cardíacos do bebê pela cardiotocografia, onde é possível descobrir se o bebê está passando por algum estresse ou sofrimento.

Alguns problemas podem acontecer durante o trabalho de parto relacionados ao cordão. Um deles é o cordão que está enrolado no pescoço do bebê ou em qualquer parte do corpo se comprimir, dificultando a troca gasosa através dele. Isso pode gerar a falta de oxigênio no cérebro do bebê, trazendo sequelas em seu desenvolvimento. Por isso, é importante em casos de circular de cordão, o monitoramento correto dos batimentos cardíacos do bebê, pois se houver a compressão do cordão, os batimentos fetais ficarão alterados.

Dessa forma, é possível a intervenção médica para evitar qualquer evento prejudicial ao bebê. Não há estatísticas que representam a mortalidade neonatal por circular de cordão, podendo ser excluído os riscos de vida por esse fenômeno.

Geralmente, não há intervenção médica para circular de cordão. Normalmente, com os movimentos fetais, o bebê acaba por se desenrolar sozinho, lembrando que o circular de cordão não oferece riscos ao bebê. Na maioria dos casos, as intervenções médicas são necessárias quando o cordão umbilical é muito curto, dificultando o nascimento vaginal, ou quando há sofrimento fetal, sendo necessária uma cesariana.

Em casos em que o cordão é comprido, e a avaliação médica é positiva, não há contraindicações para a realização do parto vaginal. Durante o parto vaginal, o médico realiza o desenrolar do cordão, prosseguindo com a continuação do parto normalmente.

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